Grupo de Jovens de Anjo

Vós sois o Sal da Terra a luz do mundo: no Evangelho de Marcos 9, 50

A santidade é obra da graça

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Paz de Cristo amados irmãos! Encontrei este texto
interessantíssimo sobre a verdadeira santidade, ele se inicia com
uma história de conversão, que posso dizer que é muito intrigante,
e termina com as palavras grandes e sábias palavras de São Paulo
respondendo como se expressa a verdadeira santidade!
A verdadeira santidade A santidade é
obra da graça (Cl 2.6,7) Para que sejamos uma geração que marca na
hora da conquista, é imprescindível que vivamos a verdadeira
santidade. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas
sem viver a verdadeira santidade. Don Richardson foi um grande
missionário do século XX. Numa das suas preleções, ele contou a
história da conversão de um povo que vivia na Nova Guiné (um país
que fica próximo à Austrália). Esse povo era conhecido como
“Dunis”, e viviam, em pleno século XX, como se estivessem na Idade
da Pedra. Eles jamais tinham tido qualquer contato com alguma
pessoa civilizada, e portanto, nunca tinham tido contato com o
evangelho. Uma característica dos “Dunis” que chamou a atenção dos
missionários era que 90 a 95 por cento das pessoas daquele povo
tinham menos do que cinco dedos nas mãos; alguns tinham apenas dois
dedos na mão esquerda e três na direita. Aquilo intrigou os
missionários, mas eles não obtiveram uma resposta para aquele fato
até que morreu uma pessoa da tribo. O ritual fúnebre praticado
pelos Dunis era bastante singular. Os mortos não eram enterrados;
eles eram colocados em uma grande mesa feita de pedras e ali eram
queimados. Toda a família, desde o mais novo até o mais idoso, saía
de diante da mesa de cremação e seguia em direção a uma mesa de
madeira. Atrás dessa outra mesa ficava um membro da tribo com uma
pedra bastante afiada nas mãos, e ali os membros da família do
falecido estendiam uma das mãos, colocavam-na sobre a mesa e tinham
uma das falanges do dedo cortada fora. Isso assustou os
missionários, mas também os fez entender o porquê das pessoas terem
menos de cinco dedos nas mãos: eles descobriram que essa prática se
relacionava com a busca de Deus. Aquelas pessoas ansiavam por Deus,
e imaginavam que Deus só se encontraria com elas depois de terem
sofrido bastante. Por isso, sempre que possível, elas aumentavam
seu próprio sofrimento. Quantas pessoas não estão vivendo assim nos
dias de hoje, buscando o sofrimento como um meio de se encontrarem
com Deus, se esforçando em si mesmas para alcançarem a salvação e a
santidade? A santidade é obra da graça (Cl
2.6,7)
Paulo diz: Ora, como recebestes Cristo Jesus
(…). Isso se deu quando aquelas pessoas ouviram e entenderam a
graça de Deus (Cl 1.6), não mediante o esforço delas mesmas ou
porque eram virtuosas, cheias de qualidades ou boas em si mesmas.
Elas reconheceram que seus esforços, suas virtudes, suas boas obras
e seus sofrimentos não acrescentavam nada para sua salvação; por
isso, desistiram de tentar fazer alguma coisa e se entregaram
completamente a Deus, mesmo vazias, derrotadas e frustradas consigo
mesmas, porém confiantes de que se elas não puderam fazer nada para
conquistar a salvação, Deus era poderoso para salvá-las. A
salvação, portanto, caracteriza-se por um ato de entrega e de
confiança no amor e na provisão de Deus. Só recebe a Cristo aquele
que se esvazia de si mesmo, entregando-se completamente a Deus. O
texto continua, dizendo: Ora, como recebestes Cristo Jesus, o
Senhor, assim andai nele (…). Paulo fala aqui sobre dois processos
que acontecem na vida do cristão: salvação e santificação. A
salvação vem pela graça. E a santificação vem da mesma forma,
segundo o texto. Portanto, é a graça de Deus que nos salva e nos
santifica. A verdadeira santidade
Como se expressa a verdadeira santidade?
O apóstolo Paulo responde a essa pergunta de
maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a
verdadeira santidade, e depois faz o oposto: Cl 1.8: “Cuidado, que
ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas,
conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e
não segundo Cristo”. Para entendermos melhor o que Paulo está
querendo dizer, é importante entendermos o significado da palavra
“filosofia”. Aqui, filosofia não diz respeito aos pensamentos que
excluem Deus, nem a um curso universitário. Josefo, um historiador
do tempo dos apóstolos, disse: “Existem três formas de filosofia
entre os judeus: os seguidores da primeira escola são chamados
fariseus, os da segunda, saduceus, e os da terceira, essênios”.
Assim, “filosofia”, no texto, significa qualquer tipo de
conhecimento acumulado sobre Deus ou sobre qualquer outro assunto.
Segundo Paulo, a verdadeira santidade não é comprovada pelo
conhecimento que uma pessoa consegue acumular. Os fariseus, por
exemplo, tinham um vasto conhecimento sobre Deus, mas Jesus os
chamou certa vez de filhos do diabo (Jo 8.44). É impossível que
algum filho do diabo apresente santidade. O próprio diabo também
conhece a Escritura, mas para ele está reservado o fogo do inferno.
Paulo faz ainda um segundo alerta: Cl 2.16: “Ninguém, pois, vos
julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova
ou sábados”. O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela
vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira
santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o
comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam
que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse
distinção entre alimentos e alimentos, ou se ela prezasse o
comparecer a eventos religiosos. Os fariseus agiam dessa maneira,
mas Jesus lhes disse: “Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas,
porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois não entrais
nem deixais entrar os que estão entrando! Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um
prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes
mais do que vós” (Mt 23.13,15). Mas ninguém é mais santo porque
deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque participa desse
ou daquele evento. Por fim, Paulo faz um último alerta: Cl 2.18:
“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e
culto dos anjos, baseando-se em visões”. Aqui, Paulo afirma que as
experiências sobrenaturais ou místicas não são um sinal que
comprova a verdadeira santidade. As pessoas ali estavam vendo e
adorando anjos. Por imaginarem que Deus era inacessível, elas
começaram a buscar ajuda e revelação de anjos, as tiveram. Miguel,
o líder das hostes angelicais, era largamente adorado na Ásia Menor
e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas. Com base nessas
visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na verdadeira
santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou a
afirmar: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino
dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos
céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor!
Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não
expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de
mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Concluindo, Paulo
diz: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia,
não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). Apesar de
parecerem sinais da verdadeira santidade, essas referidas práticas
e expressões não conseguem refrear os impulsos da carne; antes,
muito facilmente os promovem. Os sinais que comprovam a verdadeira
santidade Cl 3.1-3: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente
com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive,
assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas
que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta
juntamente com Cristo, em Deus”. Aqui, Paulo faz uma afirmação
condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo e com ele
ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou na vida
delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de vida, a que
podemos chamar de santidade. Cl 3.2: “Pensai nas coisas lá do alto,
não nas que são aqui da terra”. O primeiro sinal da verdadeira
santidade é o anseio pelas coisas celestiais. Aquele que nasceu de
novo, que vive em santidade, anseia por Deus mais do que por todas
as outras coisas. Contudo, o anseio por Deus é um aspecto
subjetivo, que não pode ser medido muito facilmente. Por outro
lado, o anseio por Deus leva a pessoa a tomar naturalmente duas
atitudes práticas, que facilmente podem ser medidas. Cl 3.5:
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição,
impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é
idolatria”. A verdadeira santidade, além do anseio por Deus, se
expressa por meio da morte do velho homem. Aqui, Paulo enumera
cinco vícios da carne, que são destruídos pelo que é santo. O
primeiro vício colocado nessa lista é a prostituição, que se refere
à toda relação sexual ilegal e ilícita, e portanto envolve o
adultério, a fornicação (o sexo antes do casamento), a bestialidade
e outras formas de relação sexual que são anti-naturais e
anti-bíblicas. Aquele que vive em santidade vai matando
progressivamente esse vício em sua vida. A seguir, o apóstolo Paulo
fala da impureza. Aquele que vive em verdadeira santidade se
esforça para deixar de lado os maus intentos do coração, os maus
pensamentos e as inclinações da carne: a pornografia, os atos
libidinosos e a masturbação. Paulo continua a lista daquilo que o
santo faz morrer. Ele faz morrer a paixão lasciva, o desejo maligno
e a avareza. Paixão lasciva e desejo maligno têm praticamente o
mesmo sentido, e significam todo tipo de desejo que não é voltado
para Deus. Assim, aquele que tem os olhos voltados para as coisas
materiais está alimentando desejos malignos no coração. Essa busca
por admiração pode se dar até mesmo em relação a coisas
espirituais. Há pessoas que oram não porque amam a Deus, mas sim
porque desejam receber a admiração de outras pessoas, que as chamam
de espirituais. O mesmo pode acontecer no tocante à leitura da
Bíblia e ao jejum. O último vício enumerado por Paulo é a avareza.
Nesse texto, avareza não se restringe ao amor ao dinheiro; antes,
abrange todo tipo de busca do bem pessoal por egoísmo. Portanto,
tudo o que a pessoa faz pensando em si mesma e não em Deus é uma
forma de egoísmo. Em outras palavras, ela se coloca no lugar de
Deus e, portanto, promove a idolatria. Paulo diz que aquele que
vive a verdadeira santidade dia após dia mata todos esses vícios.
Ele não permanece na passividade, mas sempre busca a força que
Jesus lhe pode dar. Por fim, Paulo apresenta outro sinal que
comprova a verdadeira santidade. Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como
eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia,
de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. A
verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de
Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com
Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele
diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na
bondade, na humildade, na mansidão e na longanimidade. A
misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com
outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico;
antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em
situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso. Sem dúvida, a
bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que
é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é
melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é
Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa. A
mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que
suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se
algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se
desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas
as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à
longanimidade. Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele
sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele
descansa em Deus. Todas essas expressões existiam na vida de Jesus.
Aquele que anda na verdadeira santidade as possui na sua vida, e a
cada dia ele se torna mais parecido com Jesus.

20130328-194629.jpg Fonte: Diante do Trono Deus os abençoe! Rogai por
nós Santa Mãe de Deus para saibamos viver a verdadeira santidade!
Cássia Akiko Kawamura

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