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Papa Bento XVI- “Eu sabia da renúncia desde Setembro de 2011”

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Pax Christ meus amados irmãos!   Não posso deixar
de passar para vocês o post feito ontem, no site do nosso
querido Pe Padre
Ricardo
, sobre a renúncia do Papa Bento XVI. A fonte é de
antoniosocci.com e traduzida pela
equipe padrepauloricardo.org. Senti através destas palavras
muita alegria, porque mesmo em meio a uma certa tristeza e medo que
insistem em nos acompanhar desde o anúncio da renúncia do Santa
Padre, a fé vem nos mostrar o quão grande e santa pode ter sido a
decisão do Santo Padre Bento XVI. “Nós, no entanto,
podemos e devemos observar que quase todos os
papas 
precedentes envelheceram e
permaneceram no cargo, embora com forças 

reduzidas, governando através de seus
colaboradores.
Pode-se então levantar a
hipótese que Bento XVI não tenha feito esta 

escolha por julgar não ter colaboradores à altura desta
tarefa (com a 
sua renúncia, decaem os
cargos mais importantes da cúria).”
  Não é
agora que vamos perder a fé neste grande homem e grande Papa
chamado Joseph Ratzinger. Ele que lutou em tempos tão difícies e se
mostrou forte perante a tantas acusações não deixaria  a
Igreja de Cristo sozinha. Ele sabe o que fez e sabe as
consequencias disto. Oremos pelo Papa Bento XVI, pelo seu sucessor,
por todo o Império Pretino.   Por favor, não deixem de ler
o seguinte texto:

“Eu sabia da renúncia
desde Setembro de 2011”

Publicamos este interessante artigo do jornalista
italiano Antonio Socci que, num furo jornalístico extraordinário,
já havia anunciado, há um ano e meio (!), a decisão de Bento XVI de
renunciar ao Pontificado.

Autor: Antonio Socci | 12 de fevereiro de 2013. A
renúncia de Bento XVI não é somente uma notícia explosiva, mas um
evento epocal, sem precedentes (pode-se citar o caso de Celestino
V, há setecentos anos, mas foi um acontecimento muito diferente,
num contexto bem diverso). O que está acontecendo diante de nossos
olhos é um acontecimento que, pela sua própria natureza planetária
e espiritual, faz empalidecer todas as outras notícias de
acontecimentos destes dias e certamente não tem relação alguma com
elas (a começar com as eleições italianas). Ontem, Ezio Mauro, na
reunião de redação de “República” transmitida no site, e que
obviamente foi dedicada ao pontífice, revelou que Bento XVI chegou
a esta decisão “depois de uma longa reflexão. Hoje pela manhã –
acrescentou Mauro – ele nos disse que já tinha
tomado a decisão há tempo e que mesmo assim a manteve no
segredo
“. Na realidade a decisão foi tomada, pelo
menos desde o verão de 2011 e não era mais uma notícia secreta
desde 25 de setembro de 2011, quando, neste jornal, eu a trouxe à
luz, tendo dela sabido de diversas fontes, todas confiáveis e
independentes umas das outras. Naquela ocasião, a entrega do cargo
fora pensada, por Ratzinger, para o seu aniversário de 85 anos, ou
seja, na primavera de 2012. O problema é que, dois meses depois do
meu artigo, no outono de 2011, começou a eclodir o caso do
vazamento de informações do Vaticano (conhecido como Vatileaks) e
imediatamente ficou claro – até que não se concluísse o caso – que
o Santo Padre não colocaria em prática sua decisão. De fato, no
livro de entrevista publicado há alguns anos, “Luz do mundo”, com
Peter Seewald, analisando a possibilidade de renúncia de forma
teórica, explicara que, quando a Igreja se
encontra em meio a uma tempestade, um Papa não pode
renunciar.
Por isto, no dia 11 de março de 2012,
faltando um mês para o aniversário de 85 anos do Pontífice (que é
16 de abril), eu escrevi nesta coluna: “É
necessário que se diga que a tempestade que se abateu nestes meses
sobre a Cúria vaticana, em particular sobre a Secretaria de Estado,
afastou a hipótese da renúncia do Papa, o qual sempre deixou claro
que a renúncia deve ser excluída quando a Igreja está em grande
dificuldade, pois poderia parecer uma fuga da
responsabilidade”.
 A forma como os fatos se
desenvolveram posteriormente confirma esta reconstrução. Já que a
renúncia do Papa aconteceu, finalmente, passado exatamente um mês
da conclusão definitiva do caso Vatileaks, com o perdão concedido
ao mordomo Paulo Gabriele. Sinal de que esta renúncia já havia sido
efetivamente pensada no verão de 2011. Eis as razões apresentadas
ontem pelo Papa: “cheguei à certeza de que as
minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para
exercer adequadamente o ministério petrino”
. Com sua
habitual clareza, o Papa disse a simples verdade e fez a escolha
que considera a melhor para o bem da Igreja, escolha esta, aliás,
de humildade, que é uma característica importante de sua humanidade
e de sua fé. Nós, no entanto, podemos e devemos observar que quase
todos os papas precedentes envelheceram e permaneceram no cargo,
embora com forças reduzidas, governando através de seus
colaboradores. Pode-se então levantar a hipótese que Bento XVI não
tenha feito esta escolha por julgar não ter colaboradores à altura
desta tarefa (com a sua renúncia, decaem os cargos mais importantes
da cúria). Pode-se claramente dizer que Bento XVI foi um grande
pontífice e que o seu pontificado foi – ao menos em parte –
dificultado por uma Cúria que não estava à sua altura, mas também
pela escassa sintonia com o Papa por parte do episcopado. Joseph
Ratzinger, que confirma ser um papa extraordinário também com esta
sua saída de cena, certamente carregou a cruz do ministério petrino
sofrendo muito e dando tudo de si mesmo(não lhe
faltaram nem incompreensões, nem desprezo)
. Foi uma
pena verificar que o seu esplêndido magistério muitas vezes não foi
escutado. Quando publiquei o meu furo jornalístico, escrevi que
teria o desejo de ser desmentido pelos fatos e esperava que nós
católicos rezássemos para que Deus nos conservasse este grande Papa
por mais tempo. Infelizmente, muitos crentes, ao invés de escutar
este meu apelo à oração se puseram a me atacar, como se fosse crime
de lesa majestade dar a notícia de que o Papa estava considerando a
renúncia. Uma reação puritana que demonstra um certo clericalismo
bem comum. Bento XVI – com a sua constante apologia da consciência
e da razão – está entre os poucos que não possuem uma mentalidade
clericalista. Basta recordar que não hesitou em chamar com o seu
nome próprio todas as pragas da Igreja e de denunciá-las como
jamais se fizera. Na sua admirável liberdade moral ele não hesitou
nem mesmo em desmentir alguns de seus colaboradores mais próximos
sobre o “segredo de Fátima”. Aconteceu em 2010, quando decidiu
fazer uma repentina peregrinação ao santuário português e lá
declarou:

“Iludir-se-ia quem pensasse que a
missão profética de Fátima esteja concluída […] Na Sagrada
Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para
salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima. […] Possam
os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o
anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da
Santíssima Trindade”.

Uma expressão que
certamente faz pensar (o centenário das aparições de Fátima será em
2017), também numa relação com os famosos “dez segredos” de
Medjugorje. Por outro lado, o próprio anúncio da renúncia aconteceu
em uma data gloriosamente mariana, o 11 de fevereiro, aniversário
(e festa litúrgica) das aparições da Virgem de Lourdes. É fácil
prever que agora irão se desencadear explicações fantasiosas, que
irão evocar Malaquias, a monja de Dresden e todo o resto.
Permanece, porém, o fato que o Papa, com o peso da decisão epocal
que assumiu, coloca toda a Igreja diante da gravidade dos tempos
que vivemos. Gravidade que Nossa Senhora enfatizou dolorosamente um
todas as aparições modernas, desde La Salette, Lourdes, Fátima e
Medjugorje (passando pelo misterioso e milagroso derramamento de
lágrimas da imagem de Nossa Senhora em Civittavecchia). É de se
esperar, além do mais, que não se atribua a este nosso amado Papa,
aquilo que foi atribuído a um seu predecessor, Pio X, que a Igreja
proclamou santo. É um episódio que tem sido difundido há alguns
meses em alguns ambientes católicos e também na Cúria. Parece que
Pio X, em 1909, teria tido uma visão durante uma audiência que o
angustiou: “O que vi foi terrível! Serei eu, ou
um meu sucessor? Vi o Papa fugir do Vaticano entre os cadáveres de
seus padres. Irá refugiar-se em algum lugar, incógnito, e depois
morrerá de morte violenta”.
Parece que teria voltado
a esta visão em 1914, perto de sua morte. Ainda lúcido, transmitiu
novamente o conteúdo da visão e comentou: “O
respeito a Deus desapareceu dos corações. Deseja-se até mesmo
apagar a sua lembrança”
. Há algum tempo circula esta
“profecia” também porque se diz que Pio X teria igualmente
declarado que se trata de “um de meus sucessores com nome igual ao
meu”. O nome de Pio X era Giuseppe Sarto. Ou seja, José, portanto,
Joseph. Desejo ardentemente que se trate de uma falsa profecia ou
que não diga respeito aos nossos dias. Mas a sua divulgação faz ver
o quanto o pontificado de Bento XVI – como o de seu predecessor –
esteja circundado de inquietações. Além do mais, foi ele mesmo quem
o iniciou pedindo a oração dos fieis para que não fugisse diante
dos lobos. O Papa não fugiu. Sofreu e realizou a sua missão até que
pôde e hoje pede à Igreja um sucessor que tenha as forças para
assumir este pesado ministério. Além do mais, para todos é evidente
que o papado, já faz três séculos, tornou-se um
lugar de martírio branco
, da mesma forma com que,
nos primeiros séculos, significava certamente o martírio de sangue.
De fato, os tempos modernos se abriram com um outro evento místico
acontecido com o papa Leão XIII, o papa da “questão social” e da
“Rerum novarum”. No dia 13 de outubro de 1884 (13 de outubro é
também o dia do milagre do sol em Fátima) o pontífice teve uma
visão durante a celebração eucarística. Ficou chocado e abalado. O
pontífice explicou que dizia respeito ao futuro da
Igreja. Revelou que Satanás, nos cem anos
seguintes, chegaria ao cume de seu poder e que faria de tudo para
destruir a Igreja.
Parece que ele teria visto também
a Basílica de São Pedro assediada por demônios que a faziam tremer.
O fato certo, porém, é que o Papa Leão se recolheu imediatamente em
oração e escreveu aquela maravilhosa oração a
São Miguel Arcanjo
, vencedor de Satanás e protetor
da Igreja, que desde então era recitada em todas as igrejas, no fim
da Missa. Esta oração foi abolida com a reforma litúrgica que se
seguiu ao Concílio Vaticano II, a reforma litúrgica que Bento XVI
procurou tanto reelaborar. Nunca como hoje
Igreja necessita da oração de proteção a São
Miguel Arcanjo
.   Que Deus os abençoe e que
Maria esteja conosco.   Cássia Akiko Kawamura  
Fontes: padrepauloricardo.org , antoniosocci.com

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